Not just today

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Feminismo, o palavrão do século. Talvez já o tenhas ouvido inúmeras vezes e ainda assim não saibas o que é. 

Feminismo é um movimento que defende a igualdade de género. Simples.


Acho que sempre me considerei feminista, sempre acreditei na igualdade. Há cerca de 10 anos atrás já era uma pequena activista, na inocência da adolescência abordei o tema em vários trabalhos na escola, cheguei a criar com algumas colegas um pequeno movimento, fui à UMAR, fui falar com quem sabia mais, fui tentar entender o que é que ainda faltava fazer para que vivêssemos em igualdade e quis logo perceber o que é que eu podia fazer para ajudar. Tinha 17 anos quando pensei que quando fosse adulta e trabalhadora mais de metade daqueles problemas tinham desaparecido e que já estaria a viver numa sociedade mais igualitária. 
(Risos, muitos risos, porque isso ainda não aconteceu e já lá vão nove anos)

Hoje, estamos em 2018 e as empresas ainda oferecem flores às mulheres em vez de lhes oferecerem igualdade salarial. 

Hoje, dia 8 de Março, ainda há quem morra nas mãos de homens abusadores, ainda há quem não tenha livre acesso à saúde ou à educação, ainda há quem eduque no machismo. Hoje, Dia Internacional da Mulher, ainda há feminismo só para algumas e feministas de bancada, ainda há falta de respeito, falta de justiça e falta de segurança.
Mas hoje, ainda há quem queira lutar, porque hoje ainda é preciso lutar. 


O Dia Internacional da Mulher serve para celebrar o que tem sido conquistado ao longo de tantos anos de luta, mas serve, acima de tudo, para que possamos sublinhar o que ainda falta fazer para atingirmos a igualdade. Não é um dia de festa. É um dia de luta. 










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