As Rockstars não foram substituídas pelos Starboys

Huawei P10

O Nos Alive já foi há uma semana, mas digerir o concerto dos Foo Fighters foi mais complicado do que estava à espera.
No primeiro dia a maioria foi para ver The Weeknd e ele não desiludiu mas não foi uma estrela no palco, foi só um Starboy. E para quem já viu mais de 300 concertos ao vivo, como eu, o que ele fez não enche as medidas. O dia foi salvo por Alt-J, que actuaram a uma hora ingrata e por The XX, que deram um concerto intimista num palco muito grande mas souberam manter o sex appeal desde o primeiro acorde.

E se Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia, o rock ressuscitou ao segundo. Sinto que esperei 25 anos para ver o melhor concerto de rock da minha vida. Foram duas horas e meia para provar que o Dave é um dos maiores Rockstars dos tempos de hoje, e enquanto apresentava a banda utilizando melodias bem conhecidas de outras bandas lendárias, ele próprio tornou-se uma lenda. Aquele foi o concerto em que os Foo Fighters se afirmaram para todo o sempre como uma das maiores bandas de rock do século e Dave afirmou-se como uma lenda, ou melhor como um herói, ordinário ou não. Todos nos rendemos aos pés dele, e é isso que realmente importa. Não foi preciso fogo de artificio para pôr todo o público a arder, e com tantos anos de carreira a energia deles não perdeu gás nenhum, ganharam muita vontade de fazer o que querem em cima do palco, e chamar uma deusa do rock a meio do concerto é só um golpe de génio. A Alison Mosshart é uma rockeira da sola das botas à ponta dos cabelos, louros como manda a regra, e foi tão boa quanto se esperava, uma rockeira e uma rockstar é uma combinação que nos faz sempre transpirar de excitação.
Não houve espaço para dúvidas, foi o melhor concerto da noite, foi o melhor concerto do festival, foi provavelmente o melhor concerto do ano e se quisermos esticar a corda, foi o melhor concerto da década. E choraram os que foram, pela emoção, e choraram os que não foram, por terem perdido o melhor. O rock não é para quem quer, é para quem sabe. E ele sabe. 
O Pop pode convencer muitas miúdas de 13 anos a gritarem de excitação mas é o rock que convence as de 25 a tirar o soutien a meio de um concerto e essa foi a única coisa que faltou no concerto de Foo Fighters, mamas ao léu. O resto esteve lá, todo o resto, todas as lendas, todas as músicas, toda a emoção, era como se eles quisessem fazer um concerto tão bom que quando o primeiro acorde ecoasse no céu até o Freddie Mercury se levantava para os vir aplaudir. E sim, foram eles que fizeram tudo fazer a pena, e só eu, Deus e o Freddie é que sabemos o quanto eu chorei para conseguir um bilhete para os ver (rever). E Portugal mostrou estar à altura e recebeu-os numa total orgia de meter inveja ao Vaticano.
A última noite foi salva pelos enormes elefantes, o palco principal não valia a pena ser pisado por mais ninguém depois do que o Dave fez na noite anterior, por isso fomos em manada para o palco secundário, provar à organização que queremos mais animais destes a habitar este festival. Cage The Elephant salvaram uma noite inteira e o nosso amor foi suficientemente grande para eles, que se provaram enormes. 

Sou festivaleira desde 1992, mas se há alguma coisa que possa dizer sobre festivais é isto:
I allways have more fun than photos.

Mas ainda assim, com o aparelho certo, Huawei P10, é possível captar os melhores detalhes que nos vão fazer reviver os melhores momentos vezes sem conta. Estas são as minhas recordações do Nos Alive'17 (mas ainda assim, more fun than photos!!!)



Fotos tiradas com o Huawei P10 em modo automático. Excelente qualidade para uma máquina/lente de telemóvel.

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