Cartas de amor







Quem me conhece sabe que eu dou valor às palavras, sabe que me perco em livros, sabe que acordo a meio da noite para escrever. Quem me conhece sabe que morro de amores por isto. E no dia mais amoroso do ano, não podia deixar de falar de amor. Não podia passar sem escrever uma carta de amor.
PS-This is not a love story, but it's a love letter.




Meu querido,
Lembras-te de quando fomos a Paris? Os dias eram mornos e a tua mão aquecia a minha enquanto passávamos a Pont des Arts. Comemos crepes e esparguete à bolonhesa, subimos à Torre Eiffel para pedirmos um desejo – felicidade eterna - e não nos deixámos intimidar pela noite em Montmartre. Foi tão bom. Até a surpresa que me fizeste quando me levaste à Disney, jurando-me que eu não era apenas uma princesa, era uma rainha.

Amor, ainda queres ir à Islândia, ainda queres ir ver o Rei Leão à Broadway, ainda achas piada ao café a que vamos? Amor, ainda queres ir a Barcelona, ainda queres ir com desconhecidos para Paredes de Coura, ainda queres pegar no carro e ir por aí, ainda queres ir ao cinema ver o La La Land (aposto que odeias o filme, deve ser demasiado lamechas para ti), ainda queres pintar o quarto de outra cor, queres voltar a Paris, ainda queres ir dançar até de manhã?
Queres fazer-me o pequeno-almoço amanhã de manhã?

Desculpa, amor, mas vens tarde. Eu já fiz amor sem ti. Já me amei sem te amar. Já me atirei sem saber para o que me ía atirar. Eu fui sem ti. Dancei sem ti (dançar sozinha é, e será sempre, melhor). Amor, o meu amor é meu.
Amor, eu estou cheia de amor desde 92. Se quiseres amor, vem, mas nunca esperes que eu me deixe de amar. 

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