Sobre mim

Just Lily; Just Iconic; vigue; vogue portugal

Caso ainda não tenham reparado nunca preenchi nada no "sobre mim" do blog, nunca fiz nenhuma descrição. Falar sobre nós mesmo exige muito à vontade na arte do auto-conhecimento. Se por um lado até acho que me conheço - vou conhecendo todos os dias - por outro nunca me apeteceu escrever sobre algo tão interessante. 
Um dia terei uma maior necessidade de o fazer. Terei que saber caracterizar-me numa frase, talvez. Saber mais do que o nome e a idade. 

Por enquanto sou vista pela lupa de alguns, submetida a perguntas difíceis. Até ao dia em que vos contarei quem sou, em primeira mão, sem rodeios, sem meias palavras e com todos os capítulos e volumes que a minha odisseia na terra terá direito.

Deixo-vos aqui um excerto da minha mais recente entrevista, elaborada pela Jessica Rocha (JR): 
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JR - Liliana, passaste por todos os cursos da ESCS exceto Jornalismo. Como é que chegaste, então, a trabalhar em revistas femininas?

Apesar de gostar de ler revistas femininas, o Jornalismo não foi algo que me despertasse o interesse no início, mas depois, um bocadinho por destino, acabei por ser levada nesse caminho. Comecei no 5 para a Meia-Noite, de lá passei para a LuxWOMAN, e daí passei para a Vogue. E aí confirmei que sim, este seria mais o meu caminho que propriamente o caminho da publicidade. (...)

JR - Como é que encaras o facto de muitas pessoas julgarem que as revistas femininas não são realmente jornalismo, uma vez que não tratam de temas “sérios”?

A importância destas revistas é que elas comunicam uma vertente da cultura que é pouco explorada e não é tomada como uma forma de cultura a sério no mundo inteiro. Há pessoas que simplesmente olham para a moda como uma coisa muito fútil (...). Mas não é por acaso que as pessoas estão a falar do último desfile da Gucci! Não é só porque há umas pessoas com dinheiro que decidem fazer esse tipo de coisas, é porque é o resultado da cultura que envolve os criadores e que eles transportam para as suas criações que depois influencia o mundo em geral e a moda em particular. E as revistas femininas, especialmente aquelas que apostam mais na moda, contam as histórias que são importantes do ponto de vista artístico da moda, e é algo a que as pessoas no geral dão pouco valor, mas não é fútil falar de moda como não é fútil falar de música ou de cinema!

JR - As áreas da moda e da beleza são as que mais te interessam, mas se tivesses de escolher outras em que trabalhar, quais seriam?

Acho que, uma vez que a função das revistas femininas é comunicar cultura, gostaria de poder explicar às pessoas o que é que está por trás de um certo filme, ou porque é que é bom ler um certo livro, porque é que é bom ir a uma ópera ou ao teatro. Gostava, no fundo, de poder fazer uma ponte entre a cultura geral e a moda.(...) Talvez as pessoas tenham começado a perceber isto com a morte do David Bowie, porque perceberam que o destaque foi dado não apenas à sua música mas também à sua personalidade enquanto homem da cultura. Foi um excelente músico, mas foi mais que isso, foi uma influência para o mundo durante todos os anos em que viveu e recriou-se sempre. Até a Lady Gaga é importante para a moda, porque criou a discussão sobre a forma como se vestia, e nos leva a pensar “porque é que não escrevemos e não analisamos a forma como os músicos se apresentam?”. E se as pessoas não tiverem a capacidade analítica para perceberem essa ponte entre os vários aspetos da cultura, as revistas femininas dão-na!



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